Uma coisa perdida, um objeto, uma memória. Um sentimento escondido, esquecido, simplesmente perdido na escuridão.
Algo que não se encaixa, que parece estar à procura de um sinal, de um minúsculo minuto de atenção.
A rotina acaba por fechar os olhos e fazer com que a gente se importe cada vez menos com tudo, inclusive com nós mesmos.
O tempo, ou melhor a “falta” dele, o tic-tac do relógio que gira sem párar, alimenta a alienação e a falta de comprometimento com a vida e com o que realmente nos implusiona.
O que importa é nunca deixar de se importar!
O curta metragem “The Lost Thing”, ganhador do Oscar 2011 de melhor animação, fala exatamente sobre isso. Retomei esta animação, pois de alguma forma ela ficou perdida em minha mente e quando vi o livro “Contos de lugares distantes”, toda a história reapareceu pois são obras do mesmo autor, Shaun Tan.
“Contos de lugares distantes” é simplesmente imperdível; com ilustrações belíssimas e contos que mesclam o real e imaginário de forma poderosa, como o búfalo sábio que mora num terreno baldio.
“Oi?” Sim, é isso mesmo! Um búfalo que sempre aponta para a direção certa!
Cheio de significado e acontecimentos surreais, o livro cria mundos fantásticos, estranhos e inspiradores.
Nesse link, você pode ler o post que Érico Assis, tradutor deste belíssimo trabalho, escreveu sobre a obra de Shaun Tan.
A Madame Trapo recomenda!

